A SOMBRA

«It may be helpful to know that what’s going on with you in your personal life is going on all over, in the collective life on this planet. That may make you feel a little bit less «picked on» by the Universe – and therefore a little bit less isolated.»
Neale Donald Walsch

(tradução livre) Talvez seja útil saberes que o que se está a passar contigo na tua vida pessoal está a acontecer um pouco por todo o lado, na vida coletiva neste planeta. Talvez isso te possa fazer sentir menos “escolhido” pelo Universo – e talvez por isso menos só.

Estamos a ser esticados, puxados, rasgados, abertos, provocados… 
Assim vamos nós a reboque de trânsitos astrológicos e ciclos de «morte» (em princípio simbólica) necessários à vida. 
Se escolhemos esconder, varrer para debaixo do tapete, tapar, negar ou fugir da nossa sombra, voilá, quem é vivo sempre aparece e que vida que ela tem!!! 
De repente, o monstro fez-se maior do que as asas… oppss…

Para quem não conhece esta linguagem, a sombra (ou escuridão) é aquela parte de nós que teimamos em esconder, negar ou rejeitar. 
Refere-se também às nossas maiores feridas emocionais. Refere-se ainda aos nossos maiores medos. Na maior parte dos casos, a origem reside num ou mais episódios da infância.

«IF YOU DON´T GO WITHIN, YOU GO WITHOUT»
Neale Donald Walsch

Seguem exemplos da forma como a vida nos está a “despertar”:

*Desafios ao nível dos relacionamentos (eventual separação)
*(A)Incidente na estrada
*Questões financeiras menos simpáticas
*Desafios de fidelidade e/ou lealdade
*Desafios profissionais e/ou ao nível de emprego
*Dores e questões físicas de resolução menos fácil
*Risco de perder a casa ou meio de subsistência
(fiz o meu melhor para mencionar estes items com PNL consciente)

E o que fazemos com isso?

Bom, numa primeira abordagem, é necessário que trabalhemos na consciência, na identificação dos nossos padrões e das nossas feridas. 
Só isso já nos vale uma vida inteira de “busca” e de “toca e foge”.

Mas ainda assim… identificadas as feridas, as sombras e os medos, o que fazer para transcender?

Fugir?

Não!!! Ficar, sentir, amar, integrar, reconhecer, perdoar. Isto é, saber onde se esconde e enfrentar com carinho…

E para quem pensa… não tenho sombra, nem ego, nem medos… meninos/as, ARRÊTE! 
Quanto mais fugirem, mais vos cai em cima e de forma mais violenta, depois não digam que não avisámos!

Talvez queiram começar a partir pedra (auto-conhecimento, terapia e outros caminhos de luz e escuridão) para não haver avalanche…

Se não formos à dor, a dor vem a nós como a montanha foi a Maomé… e quando entrarmos num corpo de dor tão ferido e tão escuro, a catarse
será insuportável. Será que não preferimos aliviar o processo e começar mais cedo?

Mais uma vez… o que fazer?

Talvez abandonar a zona de conforto, o conformismo, a negação de nós próprios, os medos, as manipulações, o narcisismo, o ego exacerbado e estarmos dispostos a abraçar outra identidade, a verdadeira. 
A verdadeira não tem sucesso, não é popular, não é bonita, não é perfeita, não é uma excelente profissional, não tem muito dinheiro, nem estatuto, nem treta nenhuma. 
A verdadeira é O TODO… O NU… O GENUÍNO… A VERDADEIRA ESSÊNCIA DO SER HUMANO É A QUE AMA INCONDICIONALMENTE, A SI PRÓPRIO E AOS OUTROS.

Removamos obstáculos ao amor e à felicidade. Tudo para abraçarmos a melhor versão de nós próprios.

Se queres saber onde estão as tuas sombras, procura os locais onde não estás a conseguir AMAR.

Esta já te serve para muito trabalho de casa, não digas que vais daqui.

Texto: Sant’yoga por Rute Violante

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